Pesquisadores desenvolvem argamassa compósita flexível

sábado, 16 de maio de 2009

Pesquisadores da Universidade de Michigan desenvolveram um tipo de argamassa capaz de se recompor após grandes deformações. Chamado de ECC (Engineered Cement Composite), o material, criado no Laboratório de Pesquisas Avançadas de Materiais em Engenharia Civil, se regenera completamente depois de ser submetido a uma força de tração de 3%. Ou seja, depois de serem deformados, os elementos ensaiados voltaram à posição normal e "continuaram se comportando como novos", de acordo com Victor Li, professor de Ciência dos Materiais da universidade.
Essa capacidade de regeneração da argamassa deve-se essencialmente ao reforço de fibras sintéticas muito finas, que compõem cerca de 2% do volume total da mistura. As fibras formam uma rede que minimiza o fissuramento do elemento quando submetido a grandes carregamentos. De acordo com os pesquisadores, as fissuras devem ter menos de 150 micrômetros de espessura - de preferência menos de 50 micrômetros - para que a estrutura possa se regenerar. A espessura média das fissuras encontradas nos elementos produzidos com o ECC em Michigan fica abaixo dos 60 micrômetros.
Quando a fissura é aberta, a superfície do cimento extra-seco que compõe o ECC é exposta ao ambiente e reage com água e gás carbônico, formando uma fina camada de carbonato de cálcio. Em laboratório, o material exige até cinco ciclos de molhagem para recomposição completa.
A argamassa desenvolvida em Michigan permanece intacta e segura, segundo os pesquisadores, se submetida a forças tensoras de 5%. A tecnologia já foi adotada em projetos no Japão, na Coreia do Sul, na Suíça e na Austrália. O material foi usado em apenas algumas obras nos Estados Unidos.
O professor do departamento de engenharia de construção civil da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), Antonio Domingos de Figueiredo, observa que a aplicação do ECC no Brasil não é viável para a execução total de edifícios ou de estruturas, devido ao seu custo elevado. Vale lembrar que a argamassa é patenteada pelos pesquisadores de Michigan. "Acredito que, no País, o ECC possa ser utilizado para manutenção de certas estruturas que já estejam muito sobrecarregadas e que possuem uma circulação muito grande, como, por exemplo, em pontes", opina Figueiredo.

Acquário Ceará

Ceará vai construir o maior aquário do Brasil

O Governo do Estado do Ceará vai construir o primeiro aquário internacional da América Latina. O empreendimento projetado pelo arquiteto cearense Leonardo Fontenele ficará localizado na praia de Iracema, em Fortaleza, e deve ser inaugurado em julho de 2010.


Com 21,5 mil m² de área construída, o Acquário Ceará terá quatro pavimentos que abrigarão áreas de lazer, dois cinemas 4D, restaurante, loja de presentes, simuladores de submarino e equipamentos que proporcionam interação entre público e aquário. Além disso, túneis submersos levarão os visitantes ao interior de tanques com capacidade para 15 milhões de litros e milhares de espécies de animais marinhos. O equipamento está orçado em R$ 250 milhões.
A primeira fase da obra consiste na construção da estrutura de concreto no lugar do antigo prédio do DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas). Depois, serão colocados os aquários, que serão de acrílico com cerca de 70 cm de espessura. Na etapa final, a cobertura.
Os investidores esperam que o aquário receba, anualmente, 1,2 milhão de visitantes, gerando uma receita de R$ 21,5 milhões. Como contrapartida aos impactos ambientais gerados pela obra, o governo vai pagar ao município cerca de R$ 7 milhões, que serão investidos no projeto de remodelação de um zoológico já existente em Fortaleza.

Arquiteto francês Marc Mimram apresenta projeto de ampliação de Roland Garros

O arquiteto francês Marc Mimram venceu a licitação internacional para o projeto de ampliação de Roland Garros, em Paris, na França. Além de um novo estádio central, o complexo escolhido pela Federação Francesa de Tênis também terá duas quadras anexas e uma grande área verde aberta ao público. O empreendimento está avaliado em cerca de R$ 360 milhões.
A quadra central do complexo terá 37 m de altura, 200 m de comprimento e capacidade para aproximadamente 15 mil lugares. O estádio possuirá ainda um teto móvel de aço dobrável, que pode fechar ou abrir em apenas cinco minutos. O projeto de Mimram ainda prevê que a quadra seja fechada lateralmente, por meio de um material feito com células fotovoltaicas.
A cobertura lateral e horizontal são exigências da Federação, que quer acabar com interrupções sucessivas dos jogos por causa das chuvas. As quadras em Melbourne, na Austrália, já são cobertas e Wimbledon, na Inglaterra, também terá estádios cobertos na próxima temporada.
Como alguns pontos do projeto ainda precisam ser discutidos com a prefeitura de Paris, as obras do futuro Roland Garros deverão começar em 2011, com previsão de término em 2013.


Fonte: PiniWeb

Arquitetos chilenos propõem túnel de 150 km para ligar a Bolívia ao Oceano Pacífico

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Os arquitetos chilenos Humberto Eliash, Carlos Martner e Fernando Castillo Velasco propuseram a construção de um túnel de 150 km de extensão que ligue o território boliviano ao Oceano Pacífico, passando por subsolo chileno e peruano.
A proposta dos arquitetos prevê a construção do túnel abaixo da Linha fronteiriça da Concórdia, entre Chile e Peru. Segundo o projeto, a interligação teria início na cidade boliviana de Charaña e fim em uma ilha artificial entre 600 m e 1 km da costa chilena no Oceano Pacífico, de onde os produtos bolivianos poderiam ser exportados.
Os arquitetos sugerem que a ilha, de soberania boliviana, seja "construída" com o solo e rocha extraídos da escavação das obras ou por outra técnica que viabilize uma ilha flutuante, mais barata. Os custos de construção ficariam a cargo da Bolívia que, na opinião dos arquitetos, poderia construir um gasoduto abaixo da via, também com saída na ilha, para ser exportado e custear a obra. A proposta ainda está no papel e não há um estudo detalhado a respeito da viabilidade técnica do projeto. Mas Eliash já declarou que defende o uso de uma das técnicas de escavação de túneis metroviários, por seu sucesso na implementação de obras do tipo ao redor do mundo e também por ser menos invasiva para a superfície.

A ideia da obra surgiu de uma conversa entre Eliash e o arquiteto Carkis Martner, sendo amadurecida ao longo dos últimos três anos com os outros dois colegas. O esboço do túnel se tornou público em agosto de 2008, com a publicação do livro "Lecciones del tiempo vivido: al cumplir 90 años", de autoria de Velasco. O autor trata do projeto no capítulo intitulado "Una mega propuesta arquitectónica". A proposta ganhou destaque com as atuais reivindicações diplomáticas do presidente boliviano Evo Morales para criar uma ligação de seu país com o oceano. A Bolívia perdeu seu único acesso ao mar para o Chile em 1879, na Guerra do Pacífico.

Querelas políticas

De acordo com Eliash, a interligação do túnel não apresentaria entraves técnicos ou econômicos, mas políticos. A viabilização do traçado do túnel dependeria da permissão do Peru e do Chile. Entretanto, a fronteira é alvo de disputa entre os dois países. Em janeiro de 2008 o Peru apresentou um processo à Corte Internacional de Justiça em Haia (Holanda), para discutir o assunto. Em março deste ano, entregou um relatório em que defende o redesenho de sua fronteira marítima com o Chile, que alega que os limites marítimos foram determinados em tratados assinados na década de 50. Já o Peru afirma que estes são apenas acordos "pesqueiros".

O governo boliviano não se manifestou sobre o projeto. Já o chanceler chileno, Mariano Fernández, afirmou que o governo "está aberto" a propostas, inclusive a construção do túnel de 150 quilômetros, desde que não afetem as fronteiras entre Chile e Peru.

Fonte: PiniWeb


Eletrobrás deve investir R$ 30,2 bilhões em projetos até 2012

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A Eletrobrás deve investir R$ 30,2 bilhões até 2012, contando parcerias e recursos a contratar. A empresa pretende construir mais 10.386 quilômetros de linhas de transmissão de energia, além da construção e testes da usina nuclear Angra 3 - que deverá entrar em operação em 2014.

O plano de investimento também contempla a disputa para construção de seis usinas hidrelétricas no rio Tapajós com capacidade de geração de energia de 10.682 MW, que serão licitadas até dezembro de 2010. A francesa EDF será a responsável pelos estudos de viabilidade técnica e ambiental, sendo que o acordo prevê uma troca de informações entre Brasil e França. A parceria ainda prevê o intercâmbio de conhecimento sobre energia nuclear, a qual a francesa é uma das maiores especialistas no mundo.

Entre os projetos da estatal também está a usina hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu (PA), com potência de 11.181 MW. Há ainda estudos para construção das hidrelétricas de Marabá (2.160 MW) e Serra Quebrada (2.328 MW). Os estudos de impacto ambiental das duas últimas deverão ser concluídos até dezembro de 2009.

A Eletrobrás também pretende construir 11 mil quilômetros de linhas de transmissão de energia no exterior até 2012 . A companhia estuda projetos para a construção de seis usinas na fronteira entre o Peru e o Brasil: as hidrelétricas Inambari (2.000 MW), Sumabeni (1.074 MW), Paquitzapango (2.000 MW), Urubamba (940 MW), Vizcatán (750 MW) e Cuquipampa (800 MW). Para isso, abriu na última semana um escritório no país vizinho. Os financiamentos para todos os projetos deverão ser realizados, em grande parte, pelo BNDES.

Norma de fôrmas e escoramentos passa a vigorar em 15 de maio

A NBR 15696, destinada a Fôrmas e Escoramentos para Estruturas de Concreto - Projeto, Dimensionamento e Procedimentos Executivos, entra em vigor no dia 15 de maio, sexta-feira. Em 27 páginas, a normalização fixa as condições a serem obedecidas na aplicação dos sistemas para a execução de estruturas de concreto moldadas na obra.

A norma trata dos procedimentos de todos os tipos de fôrmas, como as de madeira, aço e alumínio. "Como nunca houve uma norma específica sobre esse assunto, as fôrmas e escoramento para estruturas de concreto sempre foram tratadas com pouca técnica", observa Fernando Rodrigues, coordenador da Comissão de Estudos de Fôrmas e Escoramentos do CB-02 (Comitê Brasileiro de Construção Civil) da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Segundo ele, um dos méritos da norma está na padronização de critérios de cálculo de ensaio e de equipamentos. "Antes se aproveitava um pouco de cada norma brasileira ou as empresas se baseavam em normas estrangeiras para fazer os ensaios. Havia casos em que até não faziam ensaio nenhum", conta Rodrigues.

A NBR 15696 já pode ser adquirida no site da ABNT por meio do endereço www.abntnet.com.br

Fonte: PiniWeb

Memorial da Imigração Japonesa é inaugurado em Belo Horizonte

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Hoje, dia 13 de maio, será aberto para visitação o Memorial da Imigração Japonesa de Belo Horizonte (MG), monumento projetado pelos arquitetos Gustavo Penna e Mariza Machado. A inauguração do Memorial marca a abertura da semana do Japão na capital mineira. Localizado no Parque Ecológico da Pampulha, o monumento dividirá espaço com obras de Oscar Niemeyer no Conjunto Arquitetônico da Pampulha.

O projeto é dotado de um pavilhão de exposições arredondado, suspenso sobre um espelho d'água que representa a separação física entre os dois países pelo oceano. Os acessos são laterais, por meio de duas rampas curvas que representam Minas Gerais e Japão. Do lado de fora há duas praças com painéis de fotos sobre a história da presença japonesa no estado mineiro.

No centro das duas rampas encontra-se o pavilhão de arte contemporânea, pintado com tinta automotiva vermelha em alusão à cor presente na bandeira nipônica e mineira. A escolha do vermelho para o interior também simboliza, na cultura oriental, ritos de passagem como nascimento, casamento e morte. Apenas duas aberturas laterais do pavilhão central, nas portas de entrada e saída, levam luz natural ao ambiente. O espaço foi concebido artisticamente por Paulo Pederneiras, do Grupo Corpo.

O aço foi o principal elemento construtivo do memorial. O projeto consumiu mais de 350 toneladas do material em seus 16 metros de diâmetro, onde foram soldadas e instaladas chapas de aço de 3 mm de espessura, com 3,5 m de altura e 1,2 m de largura, arredondadas nos dois sentidos.

O Memorial da Imigração Japonesa de Belo Horizonte foi erguido com investimentos de R$ 8 milhões. Durante a cerimônia de inauguração, será assinado convênio de cooperação entre a Associação Mineira de Cultura Nipo-Brasileira e a Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte para a manutenção do local.


Fonte: Piniweb


Construção civil

Começa hoje a Projetec 2009, Feira da Construção Civil e Habitação, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó. A Projetec – que reúne a cadeia produtiva da construção civil e da habitação – é realizada pela Green Sul e conta com o apoio da Associação Comercial e Industrial de Chapecó. A abertura será às 18h. O horário de visitação será, de 13 a 15 de maio, das 14h às 22h. No dia 16, das 10h às 20h. A entrada é gratuita.

Fonte: Diário Catarinense

Projeto

terça-feira, 12 de maio de 2009

De posse do terreno, e legalmente registrado, é hora de pensar no projeto. É hora de por no papel os seus planos, mas ... Por onde começar? Será econômico gastar dinheiro com Arquitetos e Engenheiros se é tão fácil traçar as paredes num papel e dar pa ra um empreiteiro construir?
Nem pense nisso! Como diz a sabedoria popular “o barato sai caro”, e em construção esse ditado se aplica literalmente. Fazer economia no projeto é a maior ingenuidade que você poderia cometer.
O preço do projeto representa, aproximadamente, 5% do custo total da obra. Construir sem projeto pode significar ter que demolir e reconstruir algumas partes da casa ou refazer alguns serviços podendo chegar a prejuízos de cifras totalmente imprevisíveis, além da perda da qualidade da sua construção.
Resultado: custos altos, tempo perdido, aborrecimentos, etc.


Eng. Luiz Carlos Thiers Silva

Apropriação de custos na construção civil

Márcio Lenin Medeiros de Azevedo
Engenheiro Civil - mlmazevedo@uol.com.br

A construção civil é por natureza uma atividade que envolve muitos custos, onde facilmente, as médias e grandes construções alcançam um orçamento na casa dos milhões ou bilhões de Reais. Acredita-se que um trabalho de orçamentação bem feito seja suficiente para garantir a previsão de custo de uma obra, fato que não é totalmente verdade, ou seja, o trabalho de orçamentação em si é apenas uma antevisão do custo da obra. Até os engenheiros menos experientes sabem que “custo orçado” é diferente de “custo executado”. Situações não previstas no orçamento como, por exemplo, inflação, desperdícios, desvios, queda de produtividade, etc, podem ocorrer no andamento da obra, ocasionando diferenças significativas entre o custo orçado e o custo executado.

A forma mais prática de controlar e comparar os custos da obra é através do trabalho de apropriação de custos, porém, atualmente, são poucas as empresas que realizam este trabalho em suas obras. A apropriação de custos é o método pelo qual a empresa terá controle total dos custos financeiros de um determinado serviço, podendo avaliar ainda o desempenho e produtividade da mão-de-obra, dentre outras coisas.

O termo “apropriação” pode ser definido como a apuração dos serviços executados visando a obtenção e o conhecimento exato das quantidades material / mão-de-obra e dos tempos realmente empregados nos serviços executados, onde as informações colhidas na obra, servem de base para as composições de custo unitário de serviços, análise da produtividade, ajustes e elaboração do cronograma da obra e controle de gastos e prioridades da obra.

Dentre as principais importâncias da apropriação de custos podemos citar:

  • Comparar os valores entre os custos orçados e os apropriados;
  • Determinar os motivos de diferenças e corrigi-los ;
  • Avaliar as possíveis alterações no andamento da obra;
  • Comparar com serviços iguais as outras obras;
  • Prever despesas para futuras etapas de serviço;
  • Acompanhar e corrigir o cronograma da obra;
  • Aprovar decisões em tempo hábil;
  • Analisar a produtividade dos operários.

A apropriação de custos, sendo um trabalho de coleta de dados, necessariamente deve seguir uma metodologia, que deve ser adequada ao serviço que está sendo apropriado.

Todas as formas de coleta de dados devem garantir a credibilidade nos dados colhidos e para isso é imprescindível que esta seja feita por um observador treinado para exercer a tarefa, pois qualquer erro ou falha nesta etapa da metodologia proposta, impede que os estudos e análises sejam realizados. Normalmente a coleta de dados é feita através da planilha de produção diária permitindo medir a quantidade de serviço realizada em um período, por um operário dentro de um ciclo de repetição. A coleta de dados também pode ser feita através de filmagens ou observações instantâneas.

Cada serviço tem suas particularidades em relação à metodologia utilizada na apropriação. Antes de iniciar o trabalho de coleta de dados, é necessário aplicar algumas regras a serem minuciosamente seguidas pelos operários durante a execução dos serviços. Essas regras visam facilitar a tarefa da coleta de dados, evitando a confusão de valores e diferenças no método de execução do mesmo serviço na obra. Em outras palavras, é realizada uma padronização da execução de cada serviço.

  • A metodologia preliminar a ser aplicada consiste basicamente em:
  • Fazer o reconhecimento da área (local) onde será executado o serviço;
  • Se necessário dividir a área do serviço em sub-áreas de modo a facilitar o trabalho de coleta de dados;
  • Fazer o levantamento da área total do serviço ou das sub-áreas, se for o caso;
  • Designar a equipe de trabalho para este serviço;
  • Realizar um trabalho de orientação dos operários quanto ao método executivo do serviço.

Depois de aplicada a metodologia preliminar, o serviço pode ser iniciado e conseqüentemente a coleta de dados referente à produção diária, consumo de materiais e de mão-de-obra. De posse destes dados pode-se comparar continuamente os custos reais empregados neste serviço com os custos orçados, e havendo diferenças, analisar as suas causas e corrigir em tempo.

Os dados coletados no trabalho de apropriação de custos também podem ser utilizados para verificar a produtividade e desempenho de um operário ou de uma equipe, a produção por dia da semana ou por turno, o efeito do aprendizado, a previsão do fim deste serviço, ajustes no cronograma da obra, dentre outras análises.

As empresas que fazem apropriação de custos em suas obras têm a possibilidade de construir um grande banco de dados de composições de custos referentes a seus próprios serviços, mais adequados a sua realidade e a condição dos seus funcionários, resultando assim, em uma orçamentação cada vez mais precisa e sem sustos ao final da obra. As empresas que não têm o hábito de realizar a apropriação de custos dos seus serviços geralmente fazem a orçamentação da obra com base em índices e composições de custos unitários de terceiros, que nem sempre estão dentro da realidade adequada ao mercado local ou da empresa. Neste caso o processo de orçamentação passa a ser uma mera previsão de custos, às vezes pouco precisas.

Ações de construção retomam alta

Após terem sido demolidas pelo terremoto financeiro global, as empresas de construção civil estão de volta às carteiras dos investidores. Ações que chegaram a valer menos de R$ 2,00 acumulam alta de até três dígitos neste ano - e os analistas, às voltas com a redefinição de preços-alvo para o fim do ano, avaliam que o espaço para avanços não se esgotou.

Por trás do otimismo, estão fatores como o pacote habitacional do governo Lula e iniciativas para melhorar as condições de crédito das empresas. O impulso vem também dos investidores estrangeiros, os principais responsáveis pela tendência de preços desde que as companhias brasileiras do setor abriram capital na Bolsa, entre 2005 e 2007.

Levantamento realizado pela Economática com 35 empresas do setor até o fechamento da Bolsa no dia 7 indica que 24 apresentaram desempenho superior ao do Ibovespa neste ano. Com a percepção de risco Brasil mais favorável e a diminuição da taxa de juros doméstica, essas ações, assim como o Ibovespa, têm espaço para manter a recuperação.

"Ainda há uma perspectiva bem favorável, considerando as perdas que se acumularam nesses papéis nos últimos 12 meses", diz o analista de construção civil do Banco Fator, Eduardo Silveira.

Cinco empresas concentram a liquidez dos negócios na Bolsa: Cyrela, Gafisa e Rossi (as três integram o Ibovespa), além de MRV e PDG - estas duas focadas no perfil popular, a área prioritária do pacote habitacional. Outra companhia bem posicionada nesse nicho é a Tenda, que acumulava alta de 193% até o dia 7.

"Exposição à baixa renda, sólida gestão de caixa, alta velocidade de vendas e estoques relativamente baixos são aspectos que devem ser observados pelo investidor", diz Silveira. Mas é preciso estar atento aos fundamentos: vulnerabilidades específicas deixam algumas ações de fora do boom, como as da Klabin Segall, uma das duas do setor a acumular perdas em 2009 (-9,4%). "A empresa está muito endividada", explica a analista Cristiane Viana, da Ágora Corretora.

Fonte: Últino Segundo

Construção recua 4,4% em Março

A produção na construção continuou negativa em Março, mas abrandou na descida face ao mês anterior.

O recuo foi de 4,4 por cento, tendo por base a média móvel dos últimos três meses. O valor representa uma taxa superior em 1,3 pontos percentuais (p.p.) quando comparada com a observada em Fevereiro, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, divulgados esta terça-feira.

A evolução da actividade neste período foi caracterizada pela manutenção de valores negativos na construção de edifícios, apenas parcialmente compensada pelo segmento da Engenharia Civil que registou uma taxa de variação positiva.

A construção de edifícios registou uma variação homóloga de 9,0% (menos 9,2% em Fevereiro), com uma contribuição de menos 4,7 p.p. para a variação total e a engenharia civil apresentou uma variação homóloga de 0,6% (menos 1,8% no mês de Fevereiro), tendo contribuído com 0,3 p.p. para a variação do índice agregado.

A taxa de variação média nos últimos 12 meses (dados corrigidos dos efeitos de calendário e da sazonalidade) fixou-se, em Março, em menos 2,2% (menos 2,3% em Fevereiro).

A construção de edifícios apresentou uma variação média anual de menos 6,2% (menos 6,0% em Fevereiro) e a engenharia civil registou uma variação de 2,1% (1,9% no mês anterior).

O volume de emprego no sector diminuiu 5,8% em termos homólogos, inferior em 0,5 p.p. à variação registada em Fevereiro.

Fonte: Agência Financeira

Orçamentação e custo de obras civis

A engenharia de custos ao longo dos anos desenvolveu diversos métodos para se determinar a estimativa do custo de produção em obras civis, mas o objetivo maior de cada método é comum, ou seja, determinar uma estimativa de custo baixo de produção para o projeto ou empreendimento a ser realizado, essa estimativa já se faz necessário na fase inicial de concepção do projeto, fase essa, onde são levantados diversos níveis de decisões a serem tomados em relação ao projeto, portanto o primeiro estudo feito para se determinar a viabilidade de um empreendimento é a estimativa de custo.

A estimativa de custo é a soma de diversas parcelas ou etapas de produção, onde cada etapa possui um custo total ou unitário, as principais parcelas ou etapas que compõem a estimativa de custo de um empreendimento são:

  • Concepção e compatibilização do projeto como um todo;
  • Planejamento e gerenciamento dos serviços e da mão-de-obra;
  • Levantamento do custo indireto;
  • Estudo financeiro.

A concepção do projeto é a etapa de partida para minimizar os custos relacionados com a execução ou produção, ou seja, o projeto de fundações, projeto estrutural, projeto arquitetônico e os projetos complementares, se forem economicamente dimensionados e concebidos de forma a se enquadrarem dentro da finalidade do projeto, podem minimizar custos de produção. Podemos observar dois pontos importantes relacionados a essa questão, primeiro é que os projetistas procurem soluções inteligentes e práticas para os seus projetos, tornando-os economicamente viáveis, segundo é que além de tornarem seus projetos economicamente viáveis a segurança e a qualidade sejam garantidas.

A compatibilização do projeto como um todo, também pode ser considerado como uma etapa para minimizar custo de produção, o projeto como um todo pode ser definido como um conjunto de projetos, onde a sobreposição de todos se torne apenas um, gerando um conjunto coordenado de etapas de execução. Um exemplo prático que mostra essa sobreposição de projetos é entre o projeto estrutural e o projeto de instalações prediais, havendo essa relação, no momento da concretagem das vigas podemos deixar as passagens dos eletrodutos, tubos de esgoto e água fria e na concretagem das lajes as passagens dos shafts e dos pontos elétricos de iluminação, tudo isso de acordo com projeto executivo, esse procedimento de execução irá eliminar diretamente alguns custos diretos como: tempo de mão-de-obra, locação ou uso de equipamentos de perfuração. Um ponto importante é o intercâmbio entre os projetistas, o trabalho deve ser em conjunto para que não haja divergências ou incompatibilidades entre os projetos.

O planejamento e o gerenciamento dos serviços e da mão-de-obra é uma das etapas importantes, por que é uma etapa constante ao longo do tempo de execução da obra, essa etapa é muito delicada para se ter uma estimativa precisa, todos os serviços que serão realizados possuem uma ordem de execução, onde se devem observar alguns fatores importantes para o levantamento dos custos, os principais fatores são:

  • Definição do processo executivo para cada serviço;
  • Elaboração de um plano de ação, caso o processo executivo sofra alguma mudança;
  • Composição unitária dos materiais e equipamentos;
  • Dimensionamento e composição unitária da mão-de-obra;
  • Levantamento quantitativo de cada serviço;
  • Cotação de preço de todos os insumos que compõe cada serviço;
  • Levantamento dos impostos e encargos sociais;
  • Elaboração da rede de suprimentos e o tipo de mecanização dentro do canteiro;
  • Elaboração de cronogramas como: mão-de-obra, equipamentos e o físico-financeiro para todos os serviços.

O levantamento do custo indireto é uma etapa que se baseia principalmente em todo o custo que gira em torno da obra, como por exemplo, o custo mensal de energia elétrica, água, telefone, café, almoço e material de limpeza que são usados dentro do canteiro de obras, pagamento dos salários do engenheiro, mestre-de-obras, técnico em edificações, almoxarife, apontador e o custo mensal do escritório, custo esse que é rateado entre o número de obras que a empresa possui nesse período.

O estudo financeiro é uma etapa que deve ser bem analisada, o projeto, ou melhor, o empreendimento possui um período de concretização que pode levar dias, semanas, meses e até anos, isso mostra que a estimativa de custo é uma função de variáveis de tempo que trabalham com fatores econômicos como: inflação, juros e índices econômicos. De certa forma todas as outras etapas mencionadas acima estão ligadas diretamente à economia mundial, portanto é um estudo complexo e com certo grau de risco que pode ser determinado e corrigido ao longo do tempo de execução, com certeza esse é o fator determinante para o sucesso de qualquer empreendimento.

A orçamentação de custos é o ponto inicial para se determinar a viabilidade de um empreendimento, a orçamentação é um parâmetro estimativo, onde inúmeras variáveis estão envolvidas, podendo levar ou não ao sucesso do empreendimento.

A orçamentação determina os gastos para a realização de um projeto, esses gastos podem ser expressos em diferentes unidades referenciais, como: unidade monetária sendo a de maior utilização ou por unidade relacionada com a mão-de-obra, por exemplo, homens-horas reais de trabalho.

Os custos que compõe um orçamento podem ser classificados em dois tipos: os custos diretamente relacionados com o produto e os custos diretamente relacionados com o volume de produção, os custos relacionados com o produto são os custos diretos e os custos indiretos, já os custos relacionados com o volume de produção são os custos fixos, custos variáveis, custos semi-variáveis e os custos totais.

Os custos diretos são os gastos relacionados com a mão-de-obra, materiais e equipamentos agregados ou não ao produto, já os custos indiretos são os gastos relacionados com a mão-de-obra técnica e terceirizada, despesas administrativas, financeiras, comerciais, tributárias e gastos com instalações provisórias de água, energia elétrica e telefone para o funcionamento do canteiro de obras e a ainda gastos com a segurança do trabalho.

O custo total da obra é a soma dos custos diretos e indiretos, as parcelas que compõe cada custo deve ser orçadas de forma minuciosa, procurando levantar todos os dados possíveis relacionados com o projeto para que se tenha um orçamento altamente detalhado, ou seja, mais próximo possível da realidade.

As principais parcelas que compõe os custos de uma obra são mostradas abaixo, em um esquema geral do processo de formação dos custos, cada parcela possui uma metodologia de estudo e levantamento de custo, que no final são somados classificados e totalizados, gerando o custo total da obra.

CUSTO TOTAL

CUSTOS DIRETOS

MATERIAIS

MÃO-DE-OBRA OPERACIONAL

EQUIPAMENTO

CUSTOS INDIRETOS

DES. ADMINISTRATIVAS

DES. COMERCIAIS

DES. FINANCEIRAS

DES. TRIBUTÁRIAS

MÃO-DE-OBRA TÉCNICA

CANTEIRO DE OBRAS

SEGURANÇA DO TRABALHO

OUTROS CUSTOS

Determinação do custo direto

As parcelas que compõe o custo direto são determinadas na sua grande maioria através de tabelas de composição de preço unitário (TCPO), ou através de composições levantadas na própria obra, usando metodologias de apropriação de serviços, esse estudo é fundamental para as empresas, com ele é possível criar bancos de dados, tabelas de composição que poderão ser usados em obras semelhantes, gerando também orçamentos mais detalhados e com grau de risco menor.

Um fator importante é a produtividade, o custo direto real da mão-de-obra esta diretamente relacionada com a produtividade das equipes que executam os diversos serviços, ela depende do processo executivo, do dimensionamento racional da mão-de-obra e principalmente da motivação das equipes.

A produtividade é um indicador de desempenho quantitativo e também um fator redutor do custo horário da mão-de-obra, eles podem ser quantificados através de cronogramas de comparação ou acompanhamento, onde o executável é atualizado diariamente e comparado com o planejado, esse procedimento nos da uma visão mais global da produtividade dos serviços e ajuda a tomar medidas corretivas ao longo do processo executivo.

Fonte: E-Civil

Inspirado no Lego, engenheiro inova na construção civil

domingo, 10 de maio de 2009

A trajetória, comum a muitos alunos de engenharia aplicados, tomou novos rumos quando ele passou a se interessar por novos materiais e tecnologias de construção, nos primeiros meses de mestrado na Escola Politécnica da USP.

O interesse do jovem pela "racionalização" na construção civil - tema raro entre os empresários do ramo na época - trouxe resultados. Alguns anos depois, foi contratado pela Tecnisa, uma das maiores do segmento imobiliário. Ali, foi responsável por criar e gerenciar o primeiro departamento tecnológico de uma empresa de construção. "A Tecnisa foi meu laboratório", conta Dornelles, hoje com 43 anos.

A fórmula (de sucesso) de seu empreendimento, porém, só foi encontrada em 1999, quando já havia deixado a construtora e aberto uma consultoria especializada no setor.

Ao voltar para casa após um dia de trabalho, viu seu filho, então com sete anos, brincando com blocos Lego. A cena o inspirou a criar um novo produto: tijolos de diferentes tamanhos que se encaixavam perfeitamente, capazes de levantar paredes em velocidade superior à de outros métodos. Mercado existia, pensou. "Sabia que essa etapa da construção era negligenciada na indústria."
Após dezenas de testes, em parceria com uma indústria de cerâmica, nascia a Tecnologys. O produto da empresa: um sistema industrializado de construção de paredes quase duas vezes mais rápido que o método tradicional. "A ideia era vender toda uma etapa da construção, em vez de um simples projeto, os tijolos e a execução", explica.

Hoje, a invenção do gaúcho espalhou-se por 2,5 milhões de metros quadrados em todo o País, em mais de 150 edifícios de empresas como Cyrela, EZTEC e Tecnisa. O faturamento, de R$ 700 mil em 2001, chegou a R$ 15 milhões cinco anos depois. No ano passado, o sistema desenvolvido por ele, hoje patenteado, foi incluído entre as 101 maiores inovações brasileiras, selecionadas pela consultoria Monitor Group. Este ano, a empresa deve faturar 30% mais que em 2008, quando chegou a vender R$ 12 milhões.

CRISE VOLUNTÁRIA
A breve história do funcionário que virou fornecedor enfrentou alguns altos e baixos. Em 2003, quando a empresa já deslanchava, Dornelles decidiu começar a prestar serviços comuns da construção, como revestimento de paredes e pisos, a pedido de grandes incorporadoras, suas clientes. A medida engordou o faturamento da companhia em pouco tempo, mas também trouxe problemas.

Segundo Dornelles, sua estrutura inchou e a margem de lucro caiu. "O crescimento não era sustentável. Além disso, comecei a ir muito para o dia a dia da empresa e deixei de lado o foco na estratégia. Parei de criar", conta.

Diante disso e dos conselhos de um grupo de empresários do Instituto Endeavor, de apoio a empreendedores, em outubro de 2006, Dornelles decidiu mexer no time que, aparentemente, estava dando certo. Demitiu 400 pessoas, reduziu a estrutura administrativa, enxugou despesas e voltou a pensar no futuro da empresa. "Era preciso coragem para mexer num negócio que chegou a faturar R$ 15 milhões por ano."
Depois da crise voluntária vivida por dois anos, o empresário acredita que o crescimento, agora, tem sabor diferente. "Tenho uma empresa mais ágil, enxuta e com margem de lucro maior. Estou seguro que o sufoco dos dois últimos anos valeu a pena", afirma. "Além disso, com a nova estrutura, estamos mais preparados para enfrentar qualquer tipo de crise."
Para Alexandre Thomé, do Endeavor, que acompanhou a virada de Dornelles, a mudança foi determinante para o sucesso da Tecnologys. "Muitas empresas crescem menos do que poderiam por causa da ansiedade do empreendedor em criar coisas novas e buscar novos mercados", diz. "Mas o Valério entendeu rápido a mensagem."

Fonte: Último Segundo