A proposta dos arquitetos prevê a construção do túnel abaixo da Linha fronteiriça da Concórdia, entre Chile e Peru. Segundo o projeto, a interligação teria início na cidade boliviana de Charaña e fim em uma ilha artificial entre 600 m e 1 km da costa chilena no Oceano Pacífico, de onde os produtos bolivianos poderiam ser exportados.
A proposta ainda está no papel e não há um estudo detalhado a respeito da viabilidade técnica do projeto. Mas Eliash já declarou que defende o uso de uma das técnicas de escavação de túneis metroviários, por seu sucesso na implementação de obras do tipo ao redor do mundo e também por ser menos invasiva para a superfície. A ideia da obra surgiu de uma conversa entre Eliash e o arquiteto Carkis Martner, sendo amadurecida ao longo dos últimos três anos com os outros dois colegas. O esboço do túnel se tornou público em agosto de 2008, com a publicação do livro "Lecciones del tiempo vivido: al cumplir 90 años", de autoria de Velasco. O autor trata do projeto no capítulo intitulado "Una mega propuesta arquitectónica". A proposta ganhou destaque com as atuais reivindicações diplomáticas do presidente boliviano Evo Morales para criar uma ligação de seu país com o oceano. A Bolívia perdeu seu único acesso ao mar para o Chile em 1879, na Guerra do Pacífico.
Querelas políticas
O governo boliviano não se manifestou sobre o projeto. Já o chanceler chileno, Mariano Fernández, afirmou que o governo "está aberto" a propostas, inclusive a construção do túnel de 150 quilômetros, desde que não afetem as fronteiras entre Chile e Peru.
Fonte: PiniWeb


1 comment
a primeira coisa que me veio a cabeça: novas possibilidades de tráfico. hehehe
4 de junho de 2009 às 15:01Postar um comentário